Seja Grato
Essa semana, enquanto rolava o Instagram, me deparei com a frase: “Nem todo dia forte, mas todo dia grato.” Ela ficou ecoando em mim.
A gente vive cercado por uma cobrança silenciosa (e constante): seja forte, não chora, aguenta mais um pouco, você precisa produzir, precisa render. E, sem perceber, vamos aceitando esse discurso como regra. Só que essa exigência diária muitas vezes nos afasta do essencial: perceber o que já temos e aprender a agradecer de verdade.
Ser grato não anula os dias difíceis. Não significa estar bem o tempo todo. Significa reconhecer que, mesmo nos dias em que a força falha, ainda existem motivos para continuar.
Cuidar de quem a gente ama.
Estar com a família.
Assistir a um filme simples numa noite comum.
Ter um teto, um prato de comida, um lugar para descansar.
E até aquele cachorrinho que, sem dizer nada, está sempre ali.
Tenho refletido bastante sobre isso ouvindo algumas músicas como - Tudo é Perda e Uma vez - que falam sobre aprender a estar satisfeito, sobre entender que, à medida que conhecemos mais a Deus, muitas coisas que antes pareciam tão importantes perdem o peso. Não porque deixam de existir, mas porque passam a ocupar o lugar certo.
A Bíblia também nos lembra de algo muito verdadeiro e, ao mesmo tempo, reconfortante:
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
(João 16:33)
Essa passagem deixa claro que as aflições fazem parte da caminhada. A fé não nos livra dos dias difíceis, mas nos sustenta neles. Ter bom ânimo não é fingir que está tudo bem, e sim confiar que Deus está presente mesmo quando não estamos fortes.
No fundo, a grande questão não é acumular conquistas, reconhecimento ou bens, mas não perder a essência, não se esquecer de quem caminha conosco. Porque quando entendemos isso, percebemos que a presença de Deus basta — e, com ela, encontramos sentido, descanso e gratidão, mesmo nos dias em que não conseguimos ser fortes.
No fim das contas, de que adianta conquistar tudo e perder aquele que te deu a vida e te salvou?
De que adianta acumular, correr, juntar, se a gente se esquece do que realmente nos sustenta?
E, quando isso basta, o resto encontra o seu lugar.
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